de Liliana Brandão

A Spry e as pazes feitas com os leggings!

  

Estava na loja Spry no Centro Comercial Amoreiras e as palavras conforto, sofisticação e versatilidade ecoavam na minha cabeça à medida que ia descobrindo a linha de desporto da marca. Confesso que não costumo escrever sobre marcas e produtos. Quem me acompanha sabe que tenho escrito mais sobre relações, sobre pessoas, sobre o amor e a vida. Contudo, e à medida que conversava com Rita e com a Inês, as progenitoras deste projecto, tudo o que sentia em cada palavra e em cada silêncio era um profundo amor pela sua criação, pela marca, por este bebé que ainda há pouco nasceu e que já anda com passos bem firmes e equilibrados. 

O ponto de partida da Spry surgiu da lacuna sentida no mercado face à existência de uma linha de desporto que se adaptasse a diferentes contextos. A título de exemplo, cheguei à loja de calças de ganga e de blazer, com um top rosa acetinado e, depois de ter sido convidada para vestir algumas das peças da marca, acabei por vir embora sem me dar ao trabalho de trocar de roupa novamente. Vesti o meu blazer e lá fui eu, elegante, cool e prática, jantar com uns amigos, vestida com roupa de desporto!

Eu sou um poço de birra e de complicação quando preciso de comprar leggings, talvez porque as minhas pernas estão longe de ser dois alfinetes. Enfiar-me nuns leggings é ganhar consciência da quantidade e da gravidade de tudo o que enfio na boca. Abuso da genética, mas mesmo assim, alguma coisa vai sempre parar às coxas, ao rabo e às ancas. Desfilar de leggings pelo mundo  é quase como gostar de andar todos os dias num tribunal, num processo aberto contra mim própria. Como não gosto de confrontos, prefiro enganar-me até ao dia em que abrir, oficialmente, a época balnear! Nesse dia, lá enfrentarei o problema da gravidade dos brigadeiros. 

Sinto falta de Londres, por isso. Tenho saudades de comer scones e o English breakfast sem pensar na época balnear ou em preparar o corpo para o Verão... porque, simplesmente, não existe nem época balnear, nem Verão em Londres! 

Posto isto, meus amigos, os leggings não são apenas para mim,  que vai ao ginásio suar um bocadinho para aliviar o stress dos dias e que apenas vê o exercício como um escape, um escape para o bem-estar interior. 

Mas sabem qual foi a minha maior surpresa? Foi sentir uma verdadeira paz interior logo que me enfiei nos leggingda Spry! Que fique claro que ninguém está a pagar-me para escrever isto. Foi o que senti. Ponto. A confiança era tanta que saí da loja assim, de leggings e de blazer, convencida de que a época balnear podia abrir do dia seguinte, porque eu estava pronta! 

Conhecer a Rita e a Inês e conversar sobre a conceptualização da marca, sobre a vivência no Brasil e sobre a inspiração nesse mesmo mercado, sobre a escolha das cores, do design da roupa que é inteiramente confeccionada em Portugal - não tivéssemos nós uma das melhores indústrias têxteis do mundo - sobre a tecnologia antibateriana dos tecidos, essencial no controlo do suor e do odor...  conversar sobre tudo isto foi essencial para a imediata aproximação à marca. Sabem, eu fico sempre com um ratinho de curiosidade sobre os processos das coisas. Não me contento em ver os resultados, a roupa nas cruzetas, as fotografias nos catálogos... sempre me interessei pelo caminho e pelo tempo percorrido até à meta final. Interessa-me e inspira-me descobrir que a Rita e a Inês, formadas em farmácia e em engenharia, acabaram por arriscar na criação de algo relativamente longe da sua área de formação. É interessante conhecer este risco e o empreendedorismo de pessoas assim. É inspirador. Falo por mim que sempre me apeteceu criar tanta coisa, e aliar a arte da ideia, de criar à parte do negócio em si que chega às pessoas.

Visitem a Loja Spry no Amoreiras, aproveitam não só a coleção, mas as aulas de Yoga, Pilates, Postura e Alongamentos que o espaço oferece e deixem-se contagiar pela simpatia da Rita e da Ana. 

Um  abraço e obrigada por passarem pelo Chez Lili!















O que eu quero é estar quentinha!

O frio chegou e eu só quero estar quentinha e acompanhada por uma bebida fumegante qualquer.

Já tinha confessado no facebook do quanto gosto deste mês, do mês de Novembro. 
Já não me lembrava do Novembro português. 
Há quase seis anos que não estou em Portugal nesta altura do ano. Quase me esqueci do Sol de Inverno que aqui se faz sentir e que sabe tão bem. 
Pensei que voltaria a Londres em Outubro e, por isso, deixei as minhas malhas Invernosas lá no armário. 

Preciso de ir às compras. 

É uma urgência. 

Boa semana para todos!












Isto não é um fashion blog, mas....


Apesar do Chez Lili não ser um fashion blog, eu gosto muito de trapos. A minha mãe foi costureira a vida inteira e eu cresci rodeada de moldes de roupa, amostras, encomendas de milhares de unidades, de cones de linhas de múltiplas cores, de máquinas de costura, de agulhas, de lotes de roupa perfeitamente dobrados, de tecidos!

Com o resto dos tecidos que a minha mãe deitava no lixo, eu costurava roupa para as minhas bonecas e, sobretudo, para a minha única Barbie. 

Podia ter feito um fashion blog para ela. A minha Barbie tinha muita roupa e podia ter tido um fashion blog, em 1992, antes de todos os blogs do mundo. Só não criava mais roupa para ela porque logo que me entusiasmava na costura, esse mesmo entusiasmo era interrompido pela minha mãe que me dizia:

"Vais costurar os dedos! Sai da máquinha imediatamente!"


Mesmo assim, eu gosto de partilhar pequenas coisas que vou descobrindo aqui e ali, apontamentos de moda, peças às quais não resisto, como por exemplo, este blazer xadrez que foi descoberto na MANGO, mais precisamente, no Shopping Vila do Conde The Style Outlets.

O blazer xadrez até pode ser o último grito da estação, mas para mim, é sobretudo, o último grito do meu guarda-vestidos. Adoro a minha compra e, cá para mim, as minhas próximas fotos nas redes sociais vão ser todas tiradas com o mesmo casaco, por isso, preparem-se para enjoar dele. 
Como se isso fosse possível! 
É giro, não é?
















Pensamentos sobre a Sílvia, a novela, a saudade, o Verão, o mar...


Por breves momentos pensei que não ia chegar a tempo de te ver pela última vez este ano. Quando lhes contei que ia voltar a Portugal por uns tempos, disseram-me:

"Wonderful, but bad timing! September...  Summer is over!"
"Óptimo! Mas é pena o Verão estar a terminar." 


Respondi-lhes:


"Pois..."


Tive preguiça de lhes explicar os devaneios do nosso tempo. Entre o Verão e o Inverno existe o tímido Outono e depois lá vem o Verão outra vez, o antecipado Verão de São Martinho em pleno Novembro.


Tive preguiça de lhes explicar que tu esperarias por mim até Novembro. 

 Não falo só do Verão. Falo do ar fino, da brisa, dos finais de tarde, de um ruído afastado, um cão que ladra bem longe, dos jantares tardios, das conversas na varanda, dos segredos contados na varanda.


Falo da paz de uma vista desafogada. 

Do mar.

Da relação de um português com o mar.

Será possível este divórcio?


Não podemos simplesmente abandonar esta relação antiga, não podemos fugir, romper com ela e achar que não haverá um preço a pagar por isso. 


Afinal... Somos os heróis do mar ou não somos?


Navegadores, exploradores, pescadores, descobridores. 

Estou aqui. Vou ficar por aqui algum tempo e esta é a frase que mais sentido faz para mim neste momento:

A man travels the world over in search of what he needs and returns home to find it.






Corremos o mundo na procura de algo que resolva as nossas necessidades para, finalmente, encontrarmos esse algo no regresso a casa.

Conhecem a história do indivíduo que não se decide entre um só amor ou todas as paixões do mundo? É mais ou menos isso. Uma espécie de certeza de que vá onde for, vou voltar sempre aqui. 



Partilhei no meu facebook e no meu Instagram o motivo do meu regresso. Vou ser a Sílvia Cunha na vossa próxima novela da TVI: Condição Humana.

Gratidão é a palavra de todos os dias. Estou muito grata por este projecto. 

Quando me dizem:

- Estou muito contente por ti e vou estar atenta apesar de não ver novelas! 



Neste momento gostava de lhes mostrar o que ando a ler, os guiões, os diálogos, as reflexões sobre a nossa condição humana, as personagens bem desenhadas independentemente da sua maior ou menor incidência. Enquanto estudo a Sílvia com mais cuidado, distraio-me a ler e a ler de novo outras cenas de outras personagens, porque, de facto, há conversas muito interessantes sobre o amor e o desamor, sobre relações improváveis, sobre a arte, a fé e a justiça, sobre a família, sobre a vida e a morte. Parece vago eu sei, todas as novelas abordam estes temas, mas de facto, a Sarah Lemonnier, o Nuno Duarte, a Maria João Vieira, o Renato Rocha, a Joana Pereira da Silva e o Artur Ribeiro escrevem sobre estes de uma forma notavelmente diferente.



Quanto à minha personagem...

 A Sílvia trabalha no hotel como chefe de recepção. Ela é simpática, profissional, apaixonada, desenrascada e esperta, contudo, a sua vida sentimental é um caos. Um caos que não a intimida, mas que lhe dá força, ironia e graça nas suas reflexões, na sua interação com os outros, com o sexo oposto sobretudo. 

A Sílvia trouxe-me de volta a Portugal. Estou feliz por poder voltar a representar em português, por voltar a contar histórias em português. Lembram-se de ter escrito aqui, neste blog, sobre a saudade que tinha da minha terra? Podem ler o post aqui. Saudosismo é sem dúvida uma palavra que me define. Aqui entre nós, é uma doença grave que tenho. 

A Sílvia veio curar esta saudade. 

Obrigada por passarem por aqui.


Até breve.   




A Psicologia das Flores...




Seguindo o post anterior sobre os apontamentos boémios nas roupas que tanto adoro, decidi partilhar hoje a minha melhor descoberta nos saldos da Zara deste ano.

Um vestido alegre, floral, que uso como túnica também, faça frio ou faça calor, com botas ou sandálias. 

É desta forma descomprometida, livre e democrática que o  estilo boémio, as rosas estampadas em calças, camisas e tennis, insistem  em transitar de estação em estação, numa carta aberta ao conservadorismo, aos que insistem em construir muros e fronteiras com movimentos terminados com o termo "Exit".

A frase "diz-me o que vestes e dir-te-ei quem és", nunca fez tanto sentido como agora. 

Obrigada por passarem por aqui. 






























© Chez Lili

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